Semana de Combate ao Bullying – 2018

É difícil passar muito tempo sem ver na televisão algum profissional, seja Professor ou Psicólogo, falando sobre o Bullying. É igualmente difícil existir uma escola que nunca tenha abordado, ao menos uma vez, esse tema com seus alunos. Vez por outra tomamos conhecimento também, pela mídia, de episódios trágicos envolvendo estudantes de determinada Instituição de Ensino. O fato é que, com certa frequência, esse tema adentra as nossas casas e divide opiniões. Em minha experiência escutando pessoas na escola e no consultório, pude observar que há quem considere o Bullying uma “besteira”, pois dizem que antigamente ninguém se machucava tanto com os apelidos e perseguições, mas também há quem sofra com essa prática. O curioso é que, mesmo estando de um lado ou de outro nessa questão, observo que talvez não dê pra simplesmente não se falar sobre isso, por que será?
O Colégio Êxito procura responder essa pergunta em forma de prevenção. Por isso, foi realizado o segundo ano do nosso Projeto, intitulado “Semana de Combate ao Bullying”, que ocorreu de 9 a 13 de Abril. Em cada dia, toda a nossa escola (do Nível III ao Pré) teve uma reflexão, seja em forma de atividades, filmes, desenhos ou palestras, convidando nossos alunos, professores e demais funcionários a tomarem consciência da dimensão desse tema, respeitando, obviamente, a maturidade de cada faixa etária para entender esse assunto.
Foi dito, por exemplo, que Bullying nada mais é do que um ato de violência, mas que nem toda “brincadeira de mau gosto” é considerada como tal. Para ser Bullying, esse “brincar violento” precisa ser intencional e frequente, ou seja, uma vítima é eleita por algum motivo (cor de pele, tipo físico, formato do rosto, religião, característica da personalidade, preferências, etc.) e esta não consegue se defender.

“Temos que ter mais amor e respeito pelos outros”- Crianças do Fundamental I do Colégio Êxito

Bullying pode acontecer quando há a interrupção da amizade, isto é, quando ao invés de se fazer amigos, não se consegue respeitar o jeito especial de cada um ser, não entendendo que só existe amizade porque existem diferenças. Inclusive, foi de nossas próprias crianças a solução para essa questão, quando em plena abertura do projeto, no meio da palestra com o Psicólogo e a Assessora Pedagógica, levantaram a mão e disseram: “Temos que ter mais amor e respeito pelos outros”, nos ensinando e contribuindo com esse momento. Coincidentemente, é de Freud, pai da Psicanálise, uma famosa frase que diz: “Precisamos amar para não adoecer”. Talvez já saibamos disso desde pequenos, só temos dificuldade em lidar com o amor de vez em quando e isso, ironicamente, também pode tornar-se causa de adoecimento.
No Ensino Médio se discutiu que o “humor”, presente em todo ato de Bullying, não é algo negativo em si, mas que algumas pessoas podem se valer dele para agir de forma perversa, causando então esse problema.
Tivemos convidados especiais que também contribuíram para as nossas discussões com os alunos do Fundamental II e Ensino Médio. O professor e historiador Marcel de Melo e a pedagoga Valderez Cardoso, ambos do Colégio Vitória (bairro das Quintas), gentilmente participaram da abertura de nosso projeto pela manhã (na Segunda feira, 9), nos brindando não apenas com suas visões sobre o Bullying enquanto fenômeno social, mas falando um pouco da experiência na escola em que trabalham, já que desenvolvem um projeto semelhante lá. No turno da tarde foi a vez de nosso coordenador operacional, Pedro Gomes, também contribuir junto a mim na abertura com os alunos do vespertino, concedendo-nos sua visão sobre o assunto e nos relatando algumas de suas vivências como ex-conselheiro tutelar.

Tivemos ainda, nas palestras de abertura, trocas fantásticas de experiências com alunos que deram seu testemunho. Compartilharam conosco alguns episódios de intimidação que sofreram, com destaque para os alunos do Fundamental I e Educação Infantil que, em um ato de coragem, formaram uma fila para falar ao microfone sobre seus sentimentos e proferirem suas mensagens. Igualmente emocionantes foram os testemunhos de alguns alunos maiores, entre eles Wesley do Sexto Ano A, que foi aplaudido de pé depois de compartilhar como superou o Bullying no passado.
Os nossos alunos do Ensino Fundamental II se emocionaram com o filme “Extraordinário”, que conta a história do garoto Auggie Pullman e sua saga para se sentir incluído na escola como qualquer aluno de 10 anos, mesmo possuindo uma diferença física em relação aos demais. Os meninos do Fundamental I trouxeram suas pipocas em sua sessão de cinema contra o Bullying, com o filme “Divertida Mente”. Ambos os públicos também fizeram atividades sobre os filmes.

 

Autor: Rafael de Azevedo C. Duarte – Psicólogo: CRP

Sobre o(a) autor(a):Colégio Êxito

O Colégio Êxito, ao longo de mais de 30 anos de educação de qualidade, dispõe de uma ótima infraestrutura para atender às necessidades dos seus alunos, garantindo o conforto e a segurança de todos. Nossa missão é levar à sociedade uma educação com excelência, honestidade, qualidade, ética e responsabilidade social.

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